Por trás da Máscara…

27 outubro 2011

“MINO”

Filed under: Uncategorized — Slip @ 4:26 am

Como sempre, ele estava preparado pra dizer: “Volta pra cá, aqui é o seu lugar e não dá mais pra viver assim”.

Como sempre, ele choraria após o devido “não” que ouviria. Ele, o Estéfano, teve a sua dor diária elevada ao infinito.

Ter a mulher que ama não era só um projeto de vida para ele.

Ter a mulher que ama era a certeza de que seguia o caminho certo.

Uma palavra de quatro letras mudou tudo.

A Rede Social fez mal a ele, e foi em uma dessas que tudo começou.

Inexplicável, inconcebível. Inadmissível.

Um fato. A certeza tem o mesmo peso e importância da incerteza.

Fez mal a Estéfano. Ficou sem dormir, sem comer, sem objetivo. Nada mais o alimentava, sequer o movia.

Não havia mais vida. Havia uma luz escura, muito sozinha, e aquele foco era só o que restava do sol explosivo que povoava aquele território.

O calor deu lugar ao frio. O sonho se liquefez ao bueiro através de suas lágrimas, agora tão densas.

Tudo sumiu. Tudo o confortava, tudo o fazia bem, o fazia respirar. Por aparelhos, enfim. Mas enfim.

Incompreensão, pressa e incerteza. Uma taxa muito alta a ser paga.

O mal que libertou Estéfano o fez morrer.

Epifanicamente, dormiu e visualizou – literalmente – a sua própria pessoa estirada, com todos os presentes que ganhou dela, completamente ensanguentado.

Completa e decididamente agarrado às coisas que ganhou. Morreu por ela.

Não era possível ver a natureza do golpe; Podia ter sido um tiro, ou uma machadada. Não dava pra ver.

Mas deu pra ver onde foi.

Não, não foi no coração. Foi na cabeça, onde o pensamento existe e começa.

Tão fatal quanto salvador, o destino de Estéfano estava traçado há algum tempo.

Morreria ao conhecer as quatro letras.

Ela está viva. Por aí, procurando alguém que será uma vítima de sua ação involuntária.

You may not like it now, but this is how the story ends.

07 outubro 2011

just shut up and sing

Filed under: Pensamentos,Slip Questão — Slip @ 10:25 pm

Você gosta de me machucar. Você sabe que gosta.
Você gosta de pensar que, de alguma forma, sou eu, e não você – Mas sabemos que isso não é verdade.

Você gosta de me ter à sua disposição. Mas, eu não quero fazer com você.
Você não sabe por que eu não agirei da forma como acha que eu deveria.

Você pensou que aquelas pessoas me fariam me comportar e me submeter.
No que você estava pensando? Pois eu não esqueço.

Você não sabe por que não vou desistir.
A pressão que se foda, eu não vou concordar.

Você sabe que eu te tirei do sério. Você vendeu sua alma, mas ainda assim não vou te deixar vencer.

Você fala demais. Você diz que eu falo demais.
A diferença é que ninguém se importa com você.

Você tem todas as respostas.
Você sabe de tudo.
O porquê de ninguém ter te perguntado é um mistério pra mim…

Slip, eu sinto muito por você; Não sinto por mim.
Você não sabe em quem diabos acreditar ou não.

Eu sinto muito por ti, e não por mim.
Você não sabe em quem confiar agora, ou em quem acreditar.

Você fecha os olhos. Está tudo bem.
Eu vou acabar com você, exatamente como eu disse que faria.

Você conta histórias para eles, nas quais espera que vão acreditar.
Use-os. Confunda-os. Eles são drogados e ingênuos…

A verdade é a verdade: Dói. Você não concorda?

É mais difícil viver com as verdades sobre você do que viver com as mentiras sobre mim.

Ninguém te deve nada. Absolutamente nada.
Você sabe onde se colocar.

03 julho 2011

If we can’t break the silence, how can we survive?

Filed under: Slip Questão — Slip @ 6:45 pm
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Faltam palavras, sobram pensamentos. Mas também sobram palavras, e falta o que pensar.

Talvez esteja perdido demais… Mas está certo, de que está certo demais de onde está.

Previu todo o discurso: Difícil, truncado, estranho e quase irreal, de tão raro. Mas tem a consciência de que fez o certo.

Não será possível reatar o nó. Ouviu isso de novo e doeu do mesmo jeito. Mas, dessa vez, foi mais natural. Porque não tem jeito.

Tem muitas dúvidas, questiona tudo. Mas sabe que pode não ser o momento de saber de todas as coisas – O bom filme se configura pelo final. Também.

Segue mais um passo diário, ciente de que é necessário acreditar na sua vida e em quem a deu para você. Mas, em sua visão, os sorrisos dos semelhantes não parecem possíveis para ele.

Tem muitas vitórias, e recentes. Mas o peso de cada gesto parece vir do que não deu certo com seu amor.

É um apaixonado pela sua nova namorada – A música. Sempre contou com ela nestes momentos. Mas é difícil ela dar um jeito em tudo: Ela já faz muito.

Quebrar o silêncio é a origem de qualquer tipo de comunicação. Mas há momentos em que a quietude abre os olhos e, destes momentos, se privou.

Fala-se em catar os cacos, mas diferentemente de um quebra-cabeça, eles já não se acoplam mais.

Sente-se melhor por ter feito o que desejava e pela decisão que tomou há alguns dias. Mas ainda resta muito, e talvez nunca fique realmente satisfeito.

Então, acredita. Mas tem tudo em mente.

E isso porque ser feliz de outra forma é o que te inspira, mas é difícil aceitar que também é só o que resta.

Título retirado da música “Break The Silence”, da banda Killswitch Engage.

30 junho 2011

Dez meses

Filed under: Pensamentos,Slip Questão — Slip @ 12:43 pm

Vivo uma tristeza que não tem fim há quase um ano. Será que, algum dia, essas mesmas lágrimas vão parar de cair?

 

^^

23 junho 2011

Se a vida começasse agora…

Filed under: Rock In Rio — Slip @ 5:03 pm
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Metallica, Guns N Roses, Slipknot, System Of A Down, Evanescence e Motörhead. Nos vemos lá!

11 junho 2011

E há de continuar

Anos tristes na história do Vasco.
Escassos em conquistas. O principal fato, inclusive, foi o afundar da nau.

Manter o ânimo não foi fácil. O time nunca tinha o tamanho do clube.

Foram muitos vices. Os mulambos têm razão ao brincarem tanto com isso, e de certa forma, até nos ofenderem. Porque é fato.
Aquele clube vinha sendo vice demais. Como disse o Poli, a melhor definição é que as quedas diante do paraíso eram cármicas.

O verdadeiro vascaíno manteve a chama acesa.
No momento em que o clube foi rebaixado e humilhado por tudo e todos, se tornou sócio.

Contribuiu, participou de campanhas de marketing. Cresceu junto.
A volta ocorreu, mas não havia sido triunfal.

Até agora.
O campeão da Copa do Brasil dá a certeza aos vascaínos de que eles são felizes.

E não meramente por terem sido campeões, ou por voltarem à competição mais importante do continente.

Mas sim, porque todos descobrimos que é muito bom ver outras pessoas que acreditem igualmente no Club de Regatas Vasco da Gama.

Hoje, tua imensa torcida é bem feliz. E há de continuar sob o som do trem bala mais famoso que existe.

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