Eu sei que só tenho falado de futebol nesse blog, mas prometo que nos próximos dias falarei sobre um filme lixo que vi. Calma, vou mudar o tema.
Bom, em meio a 33ª rodada do brasileirão, já temos mais ou menos a definição de quais serão os times a lutar pelo que: Título/Libertadores (1º ao 5º lugar, na atual classificação), Sulamericana (do 6º ao 17º colocado) e finalzinho da Sulamericana e Rebaixamento (11º ao 20º e último colocado).

Classificação
- Serão classificados para a Copa Libertadores aqueles que alcançarem, ao final do campeonato, as primeiras quatro colocações. O 4º vai a pré-Libertadores., um outro classificatório. O campeão do Brasileirão, naturalmente, será aquele que estiver na primeira colocação.
- Terão o direito de jogar a Copa Sulamericana do ano seguinte os próximos nove times, após a classificação para a Libertadores – Portanto, do 5º ao 13º lugares.
- Os quatro últimos colocados serão rebaixados para a série B do campeonato brasileiro. As colocações de nº 14, 15 e 16 não ganharão nada além do direito de disputar a mesma série A no próximo ano.
Examinando rapidamente os elencos, faço a seguinte previsão pro futebol brasileiro como um todo:
- Glórias: Teremos, a depender da responsabilidade e competência dos clubes, mais uns três ou quatro campeões de títulos continentais e – por que não? – intercontinentais nos próximos quatro ou cinco anos. Os clubes tomaram jeito e se preparam muito mais cedo pro campeonato do ano seguinte. A conseqüência disso é a base da equipe, que se fortalece. Ainda há o que melhorar, mas quando é, afinal, que não há?
- Seleção literalmente brasileira: A tendência é que a seleção brasileira tenha sempre mais nomes do nosso futebol local, já que, se por um lado há a necessidade do resgate do apreço do brasileiro pela sua própria seleção nacional, por outro temos grandes nomes surgindo por aqui. É claro que falo de condições para que isso ocorra, e uma delas, obviamente, é que o técnico da então amarelinha faça essa opção. Exemplos: Alex e Nilmar, do Internacional. São nomes que estiveram com a amarelinha, e mostraram boa movimentação. Como continuam jogando bola, é natural que continuem sendo convocados – E como jogam esses dois.
- Supervalorização acentuada dos ‘diferentes’: O Brasil infelizmente copia, hoje, o futebol mundial, em termos táticos e técnicos. Hoje, o Hernanes é o cara. Ontem, o cara era o camisa 10, o meia criador de jogadas, que parece estar meio que em extinção. Lembro logo do Ricardinho, ex-Corinthians, que propiciava um jogo ofensivo, movimentado e denso, só por seu toque de bola e estilo de jogo. Portanto, homens como o já citado do Tricolor, além de jogadores como Ramires (Cruzeiro-MG), Marcelinho Paraíba e Juan (Flamengo-RJ), Conca (Fluminense-RJ), Guiñazu (Inter-RS) e Diguinho (Botafogo-RJ) tendem a ser mais valorizados, por se destacarem neste novo estilo de jogo.
Quanto aos clubes, vejo que o futebol brasileiro melhorou muito em estrutura. As equipes no geral estão com um padrão de jogo mais bem definido, um planejamento inegavelmente superior.
Rapidamente, vou do líder ao lanterna, falando dos meus destaques e dos destaques que destaco (huhauahuahau!). Hoje, falarei do G4 e do Flamengo, quinto colocado:
Grêmio-RS: O Grêmio depende demais do coletivo, embora haja o Douglas Costa que é a maior promessa do Olímpico, e parece ser realmente diferenciado. Se estourar com esse futebol, é esperança pro clube e pro futebol brasileiro. O Grêmio em si não estará mal, já que os jogadores não parecem ser tão badalados para que deixem o clube alegre, e há muitos bons nomes por lá, como Willian Magrão – que sofreu uma puta injustiça no último jogo, contra o Cruzeiro, Rafael Carioca, Pereira, Morales, Tcheco, Victor (goleiraço) e Réver. Meu destaque: Pereira. Destaque do time: Réver.
São Paulo-SP: O grande nome do SPFC na temporada, ao meu ver, é Muricy Ramalho. Não sei se alguém repara isso, mas Hernanes não é bem o tipo de cara que arma jogadas. Ele dá sim alguns bons passes, mas não tem a inteligência de um armador, parecendo muito mais com um atacante que vem de trás. Muricy tem um time sem armadores no G4 do Brasileirão, disputando título e tudo. O time joga como uma falsa seleção da Alemanha: Bola alta na área, futebol feio e eficiente. Afunilam-se as jogadas pelo meio, então surge alguém de trás para o arremate – Hernanes. A cara do mundo atual. Diferentemente do Grêmio, alguns jogadores são muito badalados, e todos me parecem fundamentais enquanto formadores da espinha dorsal da atual equipe: Miranda, o próprio Hernanes, André Dias, Hugo e Dagoberto podem sair a qualquer momento. Meu destaque: Miranda. Destaque do time: Hernanes.
Cruzeiro-MG: A raposa faz um belo campeonato, e depois da vitória contra o Grêmio, parece ter empolgado de vez. Jogadores badalados? Guilherme (que ia para um time Grego, se não me engano), Wagner, Ramires, Fabrício, Thiago Ribeiro, Marquinhos Paraná… Mantendo a base e chegando até a Libertadores, tem enormes chances de título, já que o time atual é basicamente o mesmo que disputou a competição no início do ano e parece ter ganho experiência. Precisa solucionar o problema da armação de jogadas. O time erra muitos dos passes ditos como “últimos”, aqueles em que os atacantes são deixados diretamente em situação de gol. Juntamente com o SPFC, é o meu favorito para vencer o Brasileiro este ano. Talvez até mais do que o próprio Tricolor paulista. Meu destaque: Guilherme. Destaque do time: Ramires.
Palmeiras-SP: Não sei o que há com o Palmeiras. Tem um dos melhores técnicos do mundo, tem um bom elenco, jogadores diferenciados, mas não engrena nem mesmo quando parece que o fará. É verdade que já parece que pegou Keirrison, do Coritiba, e Marquinhos, do Vitória – dois ótimos jogadores, mas já possui Diego Souza, Alex Mineiro, Denílson, Élder Granja, Leandro, Kléber e Marcos. Com exceção de Granja (não é tão badalado), Kléber (que disse num programa de TV que não sairia mais do Brasil) e Marcos (idade), todos podem receber propostas e eventualmente aceitá-las. Meu destaque: Leandro. Destaque do time: Marcos.
Continuo nos próximos posts sobre futebol.
Próxima parada: Resenha sobre o filme “Os Estranhos“. Usaram mal as máscaras.