Por trás da Máscara…

02 Novembro 2008

Previsões I

Arquivado em: Esportes, Seleção Brasileira — Slip @ 2:51 am
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Eu sei que só tenho falado de futebol nesse blog, mas prometo que nos próximos dias falarei sobre um filme lixo que vi. Calma, vou mudar o tema.

Bom, em meio a 33ª rodada do brasileirão, já temos mais ou menos a definição de quais serão os times a lutar pelo que: Título/Libertadores (1º ao 5º lugar, na atual classificação), Sulamericana (do 6º ao 17º colocado) e finalzinho da Sulamericana e Rebaixamento (11º ao 20º e último colocado).

Classificação

Classificação

  • Serão classificados para a Copa Libertadores aqueles que alcançarem, ao final do campeonato, as primeiras quatro colocações. O 4º vai a pré-Libertadores., um outro classificatório. O campeão do Brasileirão, naturalmente, será aquele que estiver na primeira colocação.
  • Terão o direito de jogar a Copa Sulamericana do ano seguinte os próximos nove times, após a classificação para a Libertadores – Portanto, do 5º ao 13º lugares.
  • Os quatro últimos colocados serão rebaixados para a série B do campeonato brasileiro. As colocações de nº 14, 15 e 16 não ganharão nada além do direito de disputar a mesma série A no próximo ano.

Examinando rapidamente os elencos, faço a seguinte previsão pro futebol brasileiro como um todo:

  • Glórias: Teremos, a depender da responsabilidade e competência dos clubes, mais uns três ou quatro campeões de títulos continentais e –  por que não? – intercontinentais nos próximos quatro ou cinco anos. Os clubes tomaram jeito e se preparam muito mais cedo pro campeonato do ano seguinte. A conseqüência disso é a base da equipe, que se fortalece. Ainda há o que melhorar, mas quando é, afinal, que não há?
  • Seleção literalmente brasileira: A tendência é que a seleção brasileira tenha sempre mais nomes do nosso futebol local, já que, se por um lado há a necessidade do resgate do apreço do brasileiro pela sua própria seleção nacional, por outro temos grandes nomes surgindo por aqui. É claro que falo de condições para que isso ocorra, e uma delas, obviamente, é que o técnico da então amarelinha faça essa opção. Exemplos: Alex e Nilmar, do Internacional. São nomes que estiveram com a amarelinha, e mostraram boa movimentação. Como continuam jogando bola, é natural que continuem sendo convocados – E como jogam esses dois.
  • Supervalorização acentuada dos ‘diferentes’: O Brasil infelizmente copia, hoje, o futebol mundial, em termos táticos e técnicos. Hoje, o Hernanes é o cara. Ontem, o cara era o camisa 10, o meia criador de jogadas, que parece estar meio que em extinção. Lembro logo do Ricardinho, ex-Corinthians, que propiciava um jogo ofensivo, movimentado e denso, só por seu toque de bola e estilo de jogo. Portanto, homens como o já citado do Tricolor, além de jogadores como Ramires (Cruzeiro-MG), Marcelinho Paraíba e Juan (Flamengo-RJ), Conca (Fluminense-RJ), Guiñazu (Inter-RS) e Diguinho (Botafogo-RJ) tendem a ser mais valorizados, por se destacarem neste novo estilo de jogo.

Quanto aos clubes, vejo que o futebol brasileiro melhorou muito em estrutura. As equipes no geral estão com um padrão de jogo mais bem definido, um planejamento inegavelmente superior.

Rapidamente, vou do líder ao lanterna, falando dos meus destaques e dos destaques que destaco (huhauahuahau!). Hoje, falarei do G4 e do Flamengo, quinto colocado:

Grêmio-RS: O Grêmio depende demais do coletivo, embora haja o Douglas Costa que é a maior promessa do Olímpico, e parece ser realmente diferenciado. Se estourar com esse futebol, é esperança pro clube e pro futebol brasileiro. O Grêmio em si não estará mal, já que os jogadores não parecem ser tão badalados para que deixem o clube alegre, e há muitos bons nomes por lá, como Willian Magrão – que sofreu uma puta injustiça no último jogo, contra o Cruzeiro, Rafael Carioca, Pereira, Morales, Tcheco, Victor (goleiraço) e Réver. Meu destaque: Pereira. Destaque do time: Réver.

São Paulo-SP: O grande nome do SPFC na temporada, ao meu ver, é Muricy Ramalho. Não sei se alguém repara isso, mas Hernanes não é bem o tipo de cara que arma jogadas. Ele dá sim alguns bons passes, mas não tem a inteligência de um armador, parecendo muito mais com um atacante que vem de trás. Muricy tem um time sem armadores no G4 do Brasileirão, disputando título e tudo. O time joga como uma falsa seleção da Alemanha: Bola alta na área, futebol feio e eficiente. Afunilam-se as jogadas pelo meio, então surge alguém de trás para o arremate – Hernanes. A cara do mundo atual. Diferentemente do Grêmio, alguns jogadores são muito badalados, e todos me parecem fundamentais enquanto formadores da espinha dorsal da atual equipe: Miranda, o próprio Hernanes, André Dias, Hugo e Dagoberto podem sair a qualquer momento. Meu destaque: Miranda. Destaque do time: Hernanes.

Cruzeiro-MG: A raposa faz um belo campeonato, e depois da vitória contra o Grêmio, parece ter empolgado de vez. Jogadores badalados? Guilherme (que ia para um time Grego, se não me engano), Wagner, Ramires, Fabrício, Thiago Ribeiro, Marquinhos Paraná… Mantendo a base e chegando até a Libertadores, tem enormes chances de título, já que o time atual é basicamente o mesmo que disputou a competição no início do ano e parece ter ganho experiência. Precisa solucionar o problema da armação de jogadas. O time erra muitos dos passes ditos como “últimos”, aqueles em que os atacantes são deixados diretamente em situação de gol. Juntamente com o SPFC, é o meu favorito para vencer o Brasileiro este ano. Talvez até mais do que o próprio Tricolor paulista. Meu destaque: Guilherme. Destaque do time: Ramires.

Palmeiras-SP: Não sei o que há com o Palmeiras. Tem um dos melhores técnicos do mundo, tem um bom elenco, jogadores diferenciados, mas não engrena nem mesmo quando parece que o fará. É verdade que já parece que pegou Keirrison, do Coritiba, e Marquinhos, do Vitória – dois ótimos jogadores, mas já possui Diego Souza, Alex Mineiro, Denílson, Élder Granja, Leandro, Kléber e Marcos. Com exceção de Granja (não é tão badalado), Kléber (que disse num programa de TV que não sairia mais do Brasil) e Marcos (idade), todos podem receber propostas e eventualmente aceitá-las. Meu destaque: Leandro. Destaque do time: Marcos.

Continuo nos próximos posts sobre futebol.

Próxima parada: Resenha sobre o filme “Os Estranhos“. Usaram mal as máscaras.

01 Setembro 2008

Pelo bem do futebol brasileiro…

Arquivado em: Esportes — Slip @ 12:53 am
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Não é que estejamos à beira de um abismo. Não é o fim dos tempos, e o Vasco não está na zona de rebaixamento. Eu torço pro time da virada; Para o clube que me deu, há 10 anos, a maior conquista que um time de nosso país pode disputar estando em casa. Em 1998, vencemos a Copa Libertadores – Coisa que os tricolores playboys, por exemplo, só pensam em ter. Sentiram o gostinho? Legal, mas a conquista é só para alguns. Para os maiores.
E porque eu torço para esse Vasco eu abomino ver o que vi hoje. Explico:
Eu não sei o que se passou pela cabeça de Tita, mas fazer com que o Vasco jogasse tendo Rodrigo Antônio como titular, enquanto Mateus – que possui um toque de bola melhor, coisa que faltou no time do Vasco ao longo de todo o jogo – esteve no banco, é um pouco demais para a minha cabeça. Eu juro que ainda fiquei olhando e tentando verificar qualquer porquê da sua titularidade, afinal eu poderia estar cego – E eu teria de estar muito cego. Aliás, o cara estar no nosso elenco já é muito. Falta técnica ao rapaz, coisa que há 110 anos é o nosso tempero. O Club de Regatas Vasco da Gama não é o lugar deste projeto de jogador.

Fiquei feliz por testemunhar uma melhora na zaga vascaína. Jogamos desfalcados contra os líderes na sua própria casa, e passamos boa parte do jogo nos defendendo (o que me irrita), mas seguramos o potencial dos gaúchos mais toscos do Sul por muito tempo, com bastante compactação. E ainda, quando fizeram o gol da vitória, Eduardo Luiz – que é bom zagueiro, mas está em má fase há um bom tempo – estava fora de campo. Eu juro que verei no VT, com toda a calma; A não ser que um dos seus olhos tenham sido arrancados e ele não tenha se desesperado, não há motivos para que ele, integrante da zaga mais criticada do campeonato, estivesse fora das quatro linhas naquele momento. Em jogos difíceis, é assim: Em um mero instante, em um descuido bobo, todo o reino cai. E caiu, afinal Marcel estava lá e completou.

Grêmio x Vasco - 23ª Rodada, Brasileirão 2008

Grêmio x Vasco - 23ª Rodada, Brasileirão 2008

Alan Kardec e Alex Teixeira merecem meus mais sinceros e empolgados parabéns. Moleques da base que ainda vão dar muito o que falar, não? O primeiro com muita vontade, fez um gol de matador. Subiu alto (lembrou Jardel), cabeceou certo, Victor pegou e ele rebotou lá dentro. Alex está se soltando, e mostrou que tem um ótimo drible, além de visão de jogo. É verdade que ambos precisam tomar mais cuidado com seus passes, mas a julgar pelos desfalques que tínhamos – Madson é a válvula de escape do time, e Edmundo daria a experiência necessária a nós, ambos fizeram todo o possível.

Cara, o time do Grêmio, como líder, é uma lástima. Que porcaria mais pesada. Vocês, gaúchos toscos, deviam se envergonhar de não ligarem para o elevado número de faltas que o time de vocês comete em campo. A única segurança que esse time dá é defensiva, e não falo de bolas roubadas na base da deslealdade. Teve um tricolor que só faltou arrancar a cabeça de Edu, numa jogada de ataque do Vasco. O que é isso?

Pro bem do futebol brasileiro, em mais um ano de fiasco olímpico, que qualquer um dos primeiros colocados tome o título desse bando de insanos. Se aquilo lá for o campeão brasileiro, eu honestamente ficarei frustrado pela capacidade do nosso futebol de ser submisso a algo tão… Argh. Não é choro de perdedor não, porque o Vasco é um time em formação e fiquei satisfeito com os prós do meu time em campo. Apenas fico indignado pela opção desses jogadores e desse técnico, Roth, de não cortarem essa característica ruim. Por tabela, os torcedores. Isso é jeito válido de se jogar? Qual é? Futebol possui faltas táticas, não é problema algum; Mas o excesso dessas faltas, quando possuem o aditivo dessa violência estúpida, é algo covarde.

Respeito a instituição Grêmio. E a maior demonstração de apoio que o Brasil pode dar a essa gloriosa camisa tricolor gaúcha é tirando o título deles. Afinal, “dinheiro compra time mas não constrói grupo”, mas isso o que vi hoje também é repugnante. Uma derrota para o Grêmio seria absolutamente normal, especialmente porque ganhar no Olímpico sempre foi complicado. E o Vasco, repito, foi desfalcado ao Sul. Porém, a lição que fica é que, não interessa o toque de bola, a nossa tradição de tabelar e demonstrar habilidade efetivamente se o time joga de forma troglodita. Troglodita é alemão, o Brasil é hábil e tem cinco mundiais nas costas.

Eu sou brasileiro, e não alemão. Esse Grêmio, aí, eu não sei…

(Perdão se exagerei em algo, mas hoje fiquei fulo com a postura deles)

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Procurando um tema legal…

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