Por trás da Máscara…

01 Setembro 2008

Pelo bem do futebol brasileiro…

Arquivado em: Esportes — Slip @ 12:53 am
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Não é que estejamos à beira de um abismo. Não é o fim dos tempos, e o Vasco não está na zona de rebaixamento. Eu torço pro time da virada; Para o clube que me deu, há 10 anos, a maior conquista que um time de nosso país pode disputar estando em casa. Em 1998, vencemos a Copa Libertadores – Coisa que os tricolores playboys, por exemplo, só pensam em ter. Sentiram o gostinho? Legal, mas a conquista é só para alguns. Para os maiores.
E porque eu torço para esse Vasco eu abomino ver o que vi hoje. Explico:
Eu não sei o que se passou pela cabeça de Tita, mas fazer com que o Vasco jogasse tendo Rodrigo Antônio como titular, enquanto Mateus – que possui um toque de bola melhor, coisa que faltou no time do Vasco ao longo de todo o jogo – esteve no banco, é um pouco demais para a minha cabeça. Eu juro que ainda fiquei olhando e tentando verificar qualquer porquê da sua titularidade, afinal eu poderia estar cego – E eu teria de estar muito cego. Aliás, o cara estar no nosso elenco já é muito. Falta técnica ao rapaz, coisa que há 110 anos é o nosso tempero. O Club de Regatas Vasco da Gama não é o lugar deste projeto de jogador.

Fiquei feliz por testemunhar uma melhora na zaga vascaína. Jogamos desfalcados contra os líderes na sua própria casa, e passamos boa parte do jogo nos defendendo (o que me irrita), mas seguramos o potencial dos gaúchos mais toscos do Sul por muito tempo, com bastante compactação. E ainda, quando fizeram o gol da vitória, Eduardo Luiz – que é bom zagueiro, mas está em má fase há um bom tempo – estava fora de campo. Eu juro que verei no VT, com toda a calma; A não ser que um dos seus olhos tenham sido arrancados e ele não tenha se desesperado, não há motivos para que ele, integrante da zaga mais criticada do campeonato, estivesse fora das quatro linhas naquele momento. Em jogos difíceis, é assim: Em um mero instante, em um descuido bobo, todo o reino cai. E caiu, afinal Marcel estava lá e completou.

Grêmio x Vasco - 23ª Rodada, Brasileirão 2008

Grêmio x Vasco - 23ª Rodada, Brasileirão 2008

Alan Kardec e Alex Teixeira merecem meus mais sinceros e empolgados parabéns. Moleques da base que ainda vão dar muito o que falar, não? O primeiro com muita vontade, fez um gol de matador. Subiu alto (lembrou Jardel), cabeceou certo, Victor pegou e ele rebotou lá dentro. Alex está se soltando, e mostrou que tem um ótimo drible, além de visão de jogo. É verdade que ambos precisam tomar mais cuidado com seus passes, mas a julgar pelos desfalques que tínhamos – Madson é a válvula de escape do time, e Edmundo daria a experiência necessária a nós, ambos fizeram todo o possível.

Cara, o time do Grêmio, como líder, é uma lástima. Que porcaria mais pesada. Vocês, gaúchos toscos, deviam se envergonhar de não ligarem para o elevado número de faltas que o time de vocês comete em campo. A única segurança que esse time dá é defensiva, e não falo de bolas roubadas na base da deslealdade. Teve um tricolor que só faltou arrancar a cabeça de Edu, numa jogada de ataque do Vasco. O que é isso?

Pro bem do futebol brasileiro, em mais um ano de fiasco olímpico, que qualquer um dos primeiros colocados tome o título desse bando de insanos. Se aquilo lá for o campeão brasileiro, eu honestamente ficarei frustrado pela capacidade do nosso futebol de ser submisso a algo tão… Argh. Não é choro de perdedor não, porque o Vasco é um time em formação e fiquei satisfeito com os prós do meu time em campo. Apenas fico indignado pela opção desses jogadores e desse técnico, Roth, de não cortarem essa característica ruim. Por tabela, os torcedores. Isso é jeito válido de se jogar? Qual é? Futebol possui faltas táticas, não é problema algum; Mas o excesso dessas faltas, quando possuem o aditivo dessa violência estúpida, é algo covarde.

Respeito a instituição Grêmio. E a maior demonstração de apoio que o Brasil pode dar a essa gloriosa camisa tricolor gaúcha é tirando o título deles. Afinal, “dinheiro compra time mas não constrói grupo”, mas isso o que vi hoje também é repugnante. Uma derrota para o Grêmio seria absolutamente normal, especialmente porque ganhar no Olímpico sempre foi complicado. E o Vasco, repito, foi desfalcado ao Sul. Porém, a lição que fica é que, não interessa o toque de bola, a nossa tradição de tabelar e demonstrar habilidade efetivamente se o time joga de forma troglodita. Troglodita é alemão, o Brasil é hábil e tem cinco mundiais nas costas.

Eu sou brasileiro, e não alemão. Esse Grêmio, aí, eu não sei…

(Perdão se exagerei em algo, mas hoje fiquei fulo com a postura deles)

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Procurando um tema legal…

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