Por trás da Máscara…

06 Setembro 2009

Tango de letra ruim

Arquivado em: Seleção Brasileira — Slip @ 4:05 am
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Fonte: GE.com

Fonte: GE.com

Carlitos Tévez disse que a Argentina “engoliria” o Brasil.

Maradona avisou: “Nós vamos atacar”.

Bom, a Argentina, para dizer a verdade, engoliu mesmo a Seleção. É verdade: Na maior parte do jogo estivemos ali atrás, nos defendendo das investidas hermanas.

Só que faltou combinar com o Brasil…

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Faltou combinar com Dunga que a Argentina atacaria, e que o Brasil tomaria os gols. Faltou combinar com Dunga que os hinchas veriam a sua seleção engolir a nossa, e que a nossa não retribuiria na mesma moeda… Melhor dizendo, em moedas diferentes:

Uma equipe tomou o jogo.

Outra equipe tomou os contra-ataques.

Preciso dizer quem foi quem?

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Ontem, a Seleção deu uma mostra sincera e devida de que está pronta para jogar a Copa. Se chegarmos nessa forma à competição de 2010 (e matematicamente já estamos classificados, o que me permite antecipar que só não ganharemos a Copa do Mundo se perdermos para nós mesmos), dificilmente não voltaremos hexacampeões.

Desde 1994 eu não vejo uma Seleção humilde. Pois esta o é.

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Hoje, a letra do tango não rimava. Maradona com certeza não gostou do que acompanhou no “Gigante de Arroyito”.

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O Globoesporte.com deixa claro:

E foi a segunda derrota da Argentina como mandante na história das eliminatórias em exatas 50 partidas. A outra havia sido para a Colômbia, em 1993, por 5 a 0.

Números absolutamente impressionantes, sem nenhuma dúvida.

Só que, quando se entra em campo, números não importam.

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Ou melhor, importam sim: O Brasil já estava praticamente classificado à Copa de 2010, tanto pelo futebol antecedente quanto pela ineficácia argentina. A tendência se confirmou.

Números funcionam.

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E alguns jogadores também funcionam extraordinariamente bem, não? Falo de Julio César, Lúcio, Kaká e Luis Fabiano, especialmente (e não exclusivamente). O goleiro só confirma, a cada partida, o status que a imprensa tem dado de “melhor do mundo”. Lúcio, além de dar pegada e intensidade à nossa zaga, simplesmente insiste em não comprometer. O companheiro madrilenho de Cristiano “Presepeiro” Ronaldo aterroriza com suas arrancadas, e de uma maneira absurdamente violenta, enfia uma bola em profundidade para o Fabuloso, que de tão impetuoso, fez lembrar Romário em seu toquinho de cobertura (vamo respeitá, né? O baixinho arregaçava nesse tipo de situação cara-a-cara com o goleiro).

E como funciona.

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Valeu, Dunga. Impossível não dar o braço a torcer e elogiar o seu trabalho.

E dando força ao que você disse e ouvi na sua coletiva, enquanto eu voltava pra casa: Não foi a Argentina que jogou mal. O Brasil é que foi competente e jogou bem, vencendo o adversário em sua própria casa.

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E é claro, é apenas mais uma das situações que esclarecem para o MERAK que a maior das seleções do mundo é a Seleção Brasileira, e que a Argentina não é de nada… Que se caga nas calças quando vê a amarelinha pela frente.

Bjsmeliga, mano. ;)

02 Novembro 2008

Previsões I

Arquivado em: Esportes, Seleção Brasileira — Slip @ 2:51 am
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Eu sei que só tenho falado de futebol nesse blog, mas prometo que nos próximos dias falarei sobre um filme lixo que vi. Calma, vou mudar o tema.

Bom, em meio a 33ª rodada do brasileirão, já temos mais ou menos a definição de quais serão os times a lutar pelo que: Título/Libertadores (1º ao 5º lugar, na atual classificação), Sulamericana (do 6º ao 17º colocado) e finalzinho da Sulamericana e Rebaixamento (11º ao 20º e último colocado).

Classificação

Classificação

  • Serão classificados para a Copa Libertadores aqueles que alcançarem, ao final do campeonato, as primeiras quatro colocações. O 4º vai a pré-Libertadores., um outro classificatório. O campeão do Brasileirão, naturalmente, será aquele que estiver na primeira colocação.
  • Terão o direito de jogar a Copa Sulamericana do ano seguinte os próximos nove times, após a classificação para a Libertadores – Portanto, do 5º ao 13º lugares.
  • Os quatro últimos colocados serão rebaixados para a série B do campeonato brasileiro. As colocações de nº 14, 15 e 16 não ganharão nada além do direito de disputar a mesma série A no próximo ano.

Examinando rapidamente os elencos, faço a seguinte previsão pro futebol brasileiro como um todo:

  • Glórias: Teremos, a depender da responsabilidade e competência dos clubes, mais uns três ou quatro campeões de títulos continentais e –  por que não? – intercontinentais nos próximos quatro ou cinco anos. Os clubes tomaram jeito e se preparam muito mais cedo pro campeonato do ano seguinte. A conseqüência disso é a base da equipe, que se fortalece. Ainda há o que melhorar, mas quando é, afinal, que não há?
  • Seleção literalmente brasileira: A tendência é que a seleção brasileira tenha sempre mais nomes do nosso futebol local, já que, se por um lado há a necessidade do resgate do apreço do brasileiro pela sua própria seleção nacional, por outro temos grandes nomes surgindo por aqui. É claro que falo de condições para que isso ocorra, e uma delas, obviamente, é que o técnico da então amarelinha faça essa opção. Exemplos: Alex e Nilmar, do Internacional. São nomes que estiveram com a amarelinha, e mostraram boa movimentação. Como continuam jogando bola, é natural que continuem sendo convocados – E como jogam esses dois.
  • Supervalorização acentuada dos ‘diferentes’: O Brasil infelizmente copia, hoje, o futebol mundial, em termos táticos e técnicos. Hoje, o Hernanes é o cara. Ontem, o cara era o camisa 10, o meia criador de jogadas, que parece estar meio que em extinção. Lembro logo do Ricardinho, ex-Corinthians, que propiciava um jogo ofensivo, movimentado e denso, só por seu toque de bola e estilo de jogo. Portanto, homens como o já citado do Tricolor, além de jogadores como Ramires (Cruzeiro-MG), Marcelinho Paraíba e Juan (Flamengo-RJ), Conca (Fluminense-RJ), Guiñazu (Inter-RS) e Diguinho (Botafogo-RJ) tendem a ser mais valorizados, por se destacarem neste novo estilo de jogo.

Quanto aos clubes, vejo que o futebol brasileiro melhorou muito em estrutura. As equipes no geral estão com um padrão de jogo mais bem definido, um planejamento inegavelmente superior.

Rapidamente, vou do líder ao lanterna, falando dos meus destaques e dos destaques que destaco (huhauahuahau!). Hoje, falarei do G4 e do Flamengo, quinto colocado:

Grêmio-RS: O Grêmio depende demais do coletivo, embora haja o Douglas Costa que é a maior promessa do Olímpico, e parece ser realmente diferenciado. Se estourar com esse futebol, é esperança pro clube e pro futebol brasileiro. O Grêmio em si não estará mal, já que os jogadores não parecem ser tão badalados para que deixem o clube alegre, e há muitos bons nomes por lá, como Willian Magrão – que sofreu uma puta injustiça no último jogo, contra o Cruzeiro, Rafael Carioca, Pereira, Morales, Tcheco, Victor (goleiraço) e Réver. Meu destaque: Pereira. Destaque do time: Réver.

São Paulo-SP: O grande nome do SPFC na temporada, ao meu ver, é Muricy Ramalho. Não sei se alguém repara isso, mas Hernanes não é bem o tipo de cara que arma jogadas. Ele dá sim alguns bons passes, mas não tem a inteligência de um armador, parecendo muito mais com um atacante que vem de trás. Muricy tem um time sem armadores no G4 do Brasileirão, disputando título e tudo. O time joga como uma falsa seleção da Alemanha: Bola alta na área, futebol feio e eficiente. Afunilam-se as jogadas pelo meio, então surge alguém de trás para o arremate – Hernanes. A cara do mundo atual. Diferentemente do Grêmio, alguns jogadores são muito badalados, e todos me parecem fundamentais enquanto formadores da espinha dorsal da atual equipe: Miranda, o próprio Hernanes, André Dias, Hugo e Dagoberto podem sair a qualquer momento. Meu destaque: Miranda. Destaque do time: Hernanes.

Cruzeiro-MG: A raposa faz um belo campeonato, e depois da vitória contra o Grêmio, parece ter empolgado de vez. Jogadores badalados? Guilherme (que ia para um time Grego, se não me engano), Wagner, Ramires, Fabrício, Thiago Ribeiro, Marquinhos Paraná… Mantendo a base e chegando até a Libertadores, tem enormes chances de título, já que o time atual é basicamente o mesmo que disputou a competição no início do ano e parece ter ganho experiência. Precisa solucionar o problema da armação de jogadas. O time erra muitos dos passes ditos como “últimos”, aqueles em que os atacantes são deixados diretamente em situação de gol. Juntamente com o SPFC, é o meu favorito para vencer o Brasileiro este ano. Talvez até mais do que o próprio Tricolor paulista. Meu destaque: Guilherme. Destaque do time: Ramires.

Palmeiras-SP: Não sei o que há com o Palmeiras. Tem um dos melhores técnicos do mundo, tem um bom elenco, jogadores diferenciados, mas não engrena nem mesmo quando parece que o fará. É verdade que já parece que pegou Keirrison, do Coritiba, e Marquinhos, do Vitória – dois ótimos jogadores, mas já possui Diego Souza, Alex Mineiro, Denílson, Élder Granja, Leandro, Kléber e Marcos. Com exceção de Granja (não é tão badalado), Kléber (que disse num programa de TV que não sairia mais do Brasil) e Marcos (idade), todos podem receber propostas e eventualmente aceitá-las. Meu destaque: Leandro. Destaque do time: Marcos.

Continuo nos próximos posts sobre futebol.

Próxima parada: Resenha sobre o filme “Os Estranhos“. Usaram mal as máscaras.

11 Setembro 2008

Faltou muito

Eu ia deixar um tempo o post sobre SVU, mas não dá pra ficar quieto…

Tosco.

Brasil x Bolivia, 10/09/2008 - Engenhão, Rio de Janeiro
Brasil x Bolívia, 10/09/2008 – Engenhão, Rio de Janeiro

A Bolívia não veio jogar futebol e ainda assim finalizou demais. Porra, e ainda tinham um a menos durante todo o segundo tempo.

Notas:

BRASIL

Julio César - Caiu muito bem num chute do primeiro tempo, e me chamou a atenção pela precisão naquela jogada. Fora isso, pouco trabalho. Nota: 7

Maicon - Ineficiente demais para ser jogador da seleção brasileira. Nota: 3

Lúcio - Não jogou mal, porque não comprometeu a zaga. E no fim da partida fez boas subidas, embora eu reprove isso. Nota: 6.5

Luisão - Um monte de faltas desnecessárias e a boa cobertura habitual. Também não chegou a comprometer… Não muito. Nota: 5

Juan - Fez até uma partida interessante, mas acho que demorou um pouco a se soltar. Nota: 7.5

Josué - Não teve culpa de armar mal o jogo, porque esta não é a função dele. Mas também não fez uma boa partida, embora tenha sobrado disposição. Nota: 6

Lucas - Apagado, quase sempre. Hernanes se daria melhor. Nota: 4

Diego - Não vou com o estilo desse jogador, e hoje foi mais uma das suas ocorrências toscas com a amarelinha. Prendeu a bola demais, precisa fazer o passe mais rapidamente e parar de errar passes de dois metros. Na minha seleção, não jogaria nem fodendo. Nota: 4

Ronaldinho Gaúcho – Me irritou bastante ao se isolar por vezes em meio aos marcadores, ao invés de voltar pra buscar jogo. Atuação apagada, tal qual o ex-gremista Lucas. Alguns lampejos do já conhecido talento e só. Nota: 4

Robinho - Muita vontade e comprometimento, mas pouco futebol, embora, assim como Ronaldinho Gaúcho, tenha demonstrado habilidade em algumas oportunidades isoladas. Nota: 5

Luis Fabiano – A bola quase não chegou. Não teve culpa de fazer um mau jogo. Nota: 6

Substitutos:

Nilmar - Boa movimentação. É um jogador a ser testado, está em ótima fase. Nota: 7.5

Julio Baptista – Além de dar outra mobilidade ao Brasil em termos de ataque, entrou com muita disposição e mostrou que tem lugar. Nota: 8.0

Elano - Nem vi entrar. Nota: 3

Dunga - Não escalou mal, até foi coerente, mas pecou ao não corrigir a postura da equipe ao ver a que a Bolívia veio (será que Dunga viu?). Contra uma equipe que só se defende, que é o lanterna das eliminatórias da Copa de 2010 e que não veio para jogar futebol, faltou mexer no óbvio: Dar mobilidade ao ataque e colocar o time para marcar no campo de defesa do adversário, além de colocar um ou dois jogadores com uma saída de bola melhor. Nota: 4.5

BOLÍVIA - Fez um bom jogo? Não. Jogou feio? Também não. Veio para fazer o necessário, que era obter um ponto da seleção com a camisa mais tradicional e pesada da história do futebol mundial – seleção esta que jogava em casa… Como destaque, Marcelo Moreno, matador ex-cruzeirense, fez o “feijão-com-arroz” e levou algum perigo, mas talvez o time como um todo tivesse se dado melhor se o seu técnico tivesse feito a Bolívia pressionar a saída de bola do time adversário. Nota: 8.0

E pensar que eu ia ao Engenhão hoje…

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